Salvador no Século 18

 

O século 18 assistiu ao apogeu histórico da capital do Estado do Brasil, quando Salvador tornou-se a segunda maior cidade do Império, atrás apenas de Lisboa e uma das cidades mais bem fortificadas do mundo.

O Colégio dos jesuítas funcionava como uma universidade e a Cidade já contava com um curso de formação de engenheiros militares, que funcionava no Forte de São Pedro.

O século 18 conheceu a majestosa Sé Primacial, em sua mais suntuosa arquitetura.

O sueco Johan Brelin, da Companhia Sueca das Índias Orientais, registrou em seu livro De passagem pelo Brasil e Portugal em 1756, que Salvador tem um aspecto grandioso e agradável, particularmente porque entre as casas existem belos pomares. As ruas são irregulares e tem que se descer e subir escadarias longas e íngremes. Todas as casas são construídas de pedras à maneira espanhola ou portuguesa. Contam-se nesta cidade mais do que 130 igrejas e 186 conventos [?], tão abundantes em ouro e prata que, se existissem igrejas semelhantes na Europa, seriam visitadas como grandes maravilhas. A cidade é considerada a mais rica entre as que estão sob a Coroa Portuguesa.

Em 1759, a Companhia de Jesus foi expulsa da América Lusitana. As instalações dos jesuítas foram desocupadas.

Em 1763, a capital do Estado do Brasil foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. Salvador continuou como a Capital Eclesiástica da América Lusitana, até 1891, e a Capital Jurídica de sua parte norte, até 1808.

Em 1779, Salvador tinha de 65 mil habitantes (veja quadro vermelho).

Mais: Brasil no Século 18

 

 

População de Salvador em 1779

65.285 habitantes

Um senso datado de 5 de dezembro de 1780 (feito em 1779), demonstra que a população do município era de 65.285 habitantes, sendo 39.209, na Cidade, e 26.076, nos subúrbios. Salvador era a maior cidade do Brasil. A segunda maior era o Rio de Janeiro, com cerca de 50 mil habitantes no final do século 18.

Os dados de 1780 são apresentados por Brás do Amaral (1861-1949) na Nota 12 das Memórias Históricas e Políticas da Bahia, de Accioli (edição de 1931), volume III, p.83. Os dados são de um códice do Arquivo Público, com o seguinte cabeçalho: Mappa da enumeração da gente e povo desta Capitania da Bahia, pelas freguezias das suas comarcas com a distincção em 4 classes das idades, pueril, juvenil, varonil e avançada...

Um levantamento feito, 20 anos antes, em 1759, indicou que Salvador tinha 40,2 mil habitantes, excluindo crianças com menos de sete anos. Possivelmente seja a população do município, incluindo os subúrbios.

Outro levantamento, em 1775, indicou que o município tinha 57 mil habitantes (40,9 mil na Cidade e 16,1 mil nos subúrbios).

Vilhena estimou que, em 1799, Salvador teria menos de 60 mil habitantes, apenas na Cidade. Um levantamento, em 1805, indicou 45,6 mil habitantes, e outro, em 1807; 51,1 mil; ambos sem considerar a população dos subúrbios.

Considerando-se esses dados, pode-se estimar que o município de Salvador chegou ao final do século 18 com cerca de 70 mil habitantes.

Um extenso estudo da população de Salvador, até o século 19, foi feito por Katia M. de Queiróz Mattoso (Bahia Século XIX, 1992), que indica que os dados podiam ser muito imprecisos.

 

Acima, Salvador no início do século 18, ilustração do engenheiro francês A. F. Frezier.

 

◄ História de Salvador

 

Forte Barbalho

 

Reconstituição em 3D do bairro do Comércio e parte da Cidade Alta, em 1779. Trabalho de Heliana F. Metting Rocha, da Faculdade de Arquitetura da UFBA, que desenvolveu um sistema de informações geográficas históricas para o bairro do Comércio (texto 11MB), dos séculos 16 ao 20.

 

Salvador seculo 18

 

Salvador 3D

 

Salvador

 

Mapas Salvador

 

História Cidade Salvador

 

Copyright © Guia Geográfico - Cidade de Salvador da Baia de Todos os Santos, Iconografia e Evolução Física, Século XVIII.

 

Salvador no Século 18