Aquarelas do Tenente Robert Pearce

HMS Favorite - 1819

O His Majesty’s Ship (H.M.S.) Favorite foi lançado ao mar em setembro de 1806. Era uma corveta britânica (sloop) com 427 toneladas e 33,2 m de comprimento. Estava armado com 18 peças de artilharia, ampliadas depois para 24 peças. Herdou o nome de outros navios britânicos, também chamados de HMS Favorite ou Favourite.

Em 1815, o HMS Favorite era comandado pelo capitão J.U. Mowatt. A partir de setembro de 1817, até o fim de 1820, foi comandado pelo capitão e escritor Hercules Robinson (1789–1864).

Robert Pearce, promovido a tenente, em 1812, embarcou no HMS Resistence e retratou, em aquarelas e esboços, vários aspectos da costa do Mediterrâneo. Em abril de 1818, servia no HMS Favorite, quando esteve no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Depois, o navio seguiu para o Cabo da Boa Esperança, na África, onde chegou, em 21 de maio, e ficou por cerca de três semanas. Em seguida, partiu para a Ilha britânica de Ascension, no Oceano Atlântico, onde juntou-se ao esquadrão que guardava Napoleão Bonaparte, em Santa Helena.

Em 27 de janeiro de 1819, o HMS Favorite chegou na Cidade do Cabo. Em março, rumou para o Rio de Janeiro, onde chegou em 4 de abril. Dois dias depois partiu para o Rio da Prata, onde chegou em 15 de abril. Passou por Montevideo, Buenos Aires e Colônia do Sacramento que, na época, estava novamente sob o controle do Brasil.

Em seguida, o HMS Favorite foi para a Bahia. Desembarcou perto da barra do Rio Aguipe, em Ilhéus. Pearce fez uma aquarela da Serra das Trempes, que ele chamou de Ayamonte Mountains. O HMS Favorite continuou sua viagem até aportar na Baía de Todos os Santos, durante o percurso, Pearce fez aquarelas de Itacaré (Rio de Contas) e da costa de Camamu.

Em Salvador, Pearce fez uma série de aquarelas, representando o panorama da Cidade. Depois, o HMS Favorite esteve no Recife, que Pearce representou em um belo panorama. Em 15 de novembro de 1819, passou pelos Açores, à caminho da Inglaterra.

As aquarelas de Pearce foram publicadas em um álbum de 217 páginas, 52 referentes ao Brasil, com o título: Sketches of headlands, coasts and harbours, with different reading marks for rocks, shoals etc at the Cape of Good Hope, Brazils, Azores, Coast of England, Newfoundland, Labrador, Gibraltar and Lisbon taken in H.M.S. Favorite in 1819 and 1820. Esse álbum foi adquirido, em Londres, e fazia parte do acervo do escritor e empresário paraibano Odilon Ribeiro Coutinho (1923-2000), quando as aquarelas do Brasil foram reunidas e publicadas, em 1991, pela Livraria Kosmos, com patrocínio do Banco da Bahia Investimentos SA e comentários de Max Justo Guedes (1927-2011), então, diretor do Serviço de Documentação Geral da Marinha.

 

Duas vistas em uma aquarela. Parte da Baía de Todos os Santos, a Barra e Ondina.

 

Trecho do Alto da Vitória até o Forte de Santa Maria.

 

Mais Salvador no século 19

 

Charles Darwin

 

Acima, uma das aquarelas de Robert Pearce ilustrando a entrada da Baía de Todos os Santos, com a Barra, à direita.

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Acima, litoral de Itacaré. Embaixo, litoral de Ilhéus.

 

Trecho do Forte do Mar até a Conceição da Praia.

 

Trecho do Theatro São João até o Rosário.

 

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Passeio Público e Gamboa.

 

Trecho da Vitória.

 

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